Fagulha da chama na mata, e a nau chega à tona. O bolinar me traz o vento adverso. Descemos à fusta e seguimos até a areia. Descobrir um novo mundo.
Estas folhas são mais verdes, os louros d'ouro, um bosque encantado. A terra é marcada, e suas cartas contam as estórias. Retiro meu chapéu, sinto o cheiro do tabaco, abraçar a brisa me lembra outros dias.
Sento em uma pedra; lavo meu rosto, e o espelho d'água reflete a maçã torneada, os lábios meus. Olho mais adiante, e te encontro. Você estava a me olhar, e num choque de brilhos intensos, você vem até mim. Como pode um herói se perder em tuas fronteiras?!
Se viemos até aqui, mesma geração, hierarquias diferentes, haveria motivo maior para eu me apaixonar? E se esqueço a vontade de te mostrar o verdadeiro mundo que estaria por vir, ultrapasso os horizontes, e me rendo ao teu próprio estar?! Digam a eles que fico, me condeno.
Não me importo se estou no meio de colibris, e na extremidade de canibais de outros tempos. Tenho você, e não há mais nada que eu queira fazer. Novos escritores já denunciam a saboneteira, o vale de teus seios. À fogueira, passaríamos dias na expressão de um amor sem fim, e o único fato novo em minha vida seria a cor de teus olhos.
O único fato novo em minha vida, seria o de eu ter um motivo para viver.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Baco, sobre a boca.
Frio que impera. Quer mesmo ficar neste lugar? É só mais um bacanal. Esse desespero está lhe atrapalhando, e ao não procurar àquele que precisa de um conforto nos braços, você está querendo ter somente mais um. Alguém que não vai fazer diferença, que não te amanheça o sol que esclarece a vinha. Retire teus antolhos, e perceba. Há quem possa te fazer o melhor que você conseguiria ser. E há quem vá te buscar e levar a qualquer lugar que você queira ir. Você só não o conhece, nunca lhe buscou em sonhos.
Sol te esquenta de novo. E o prazer de te ouvir?! Eu reouve a tolerância, o gosto pela tua voz. Confesso que alerta a tal sons, nunca fui. Mas um dia tentei fazer a concha nos ouvidos, e te entendi. Também me sinto um extraterrestre em meio ao caos. E é com você que posso contar, meus medos e anseios, meus desesperos. Necessitar é algo opcional. Mas sim, eu preciso lhe encontrar, para me encontrar dentro de mim.
Sol te esquenta de novo. E o prazer de te ouvir?! Eu reouve a tolerância, o gosto pela tua voz. Confesso que alerta a tal sons, nunca fui. Mas um dia tentei fazer a concha nos ouvidos, e te entendi. Também me sinto um extraterrestre em meio ao caos. E é com você que posso contar, meus medos e anseios, meus desesperos. Necessitar é algo opcional. Mas sim, eu preciso lhe encontrar, para me encontrar dentro de mim.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Mar de confissões
Vê com teus próprios olhos, não preciso mais disso. São milhas de distância, mas eu não quero mais viver na minha memória. Eu fico bem; é quando tuas lembranças vem, embaçam minha retina, num mal-dormir sem fim. Me entregue a liberdade, por favor. Quero te desejar outro rapaz, guardar todo rancor, não ser mais seu pierrot; não quero mais o nosso amor. Daqui adiante, rasgarei minhas falas. Essa peça genial chega ao fim. E meu papel já não tem mais ritmo nem cor.
Um pedaço do oceano se revela na minha esperança. E o inverno me cobre com seu véu.
Ode aos teus sonhos oblíquos.
Um pedaço do oceano se revela na minha esperança. E o inverno me cobre com seu véu.
Ode aos teus sonhos oblíquos.
domingo, 2 de maio de 2010
Abstinência
Tenho andado nos teus sonhos, de pés descalços. Parece meu lar. Mas é difícil de seguir teus passos. É difícil de tentar te dizer, explicar, mas é fácil de se ouvir quando eu canto. Porque você me escuta quando eu sussurro. Você pode sentir, e o frio gela o teu corpo quando eu chego em tua orelha. Por mais complicado que seja, você consegue entender. Eu não preciso dizer nada para você, somente para você. Quero acordar onde você estiver. E quando o meu calor te envolver, e meu olhar te encontrar novamente, preciso que tua mão abrace a minha. Para que essas mesmas mãos que escrevem tanto, te mostrem pela primeira vez o que eu nem sei se é de verdade. Mas existe, e está aqui. E é teu. Só me diz o que você tem de tão bom assim, pra eu andar tanto pela tua mente, e desejar passear pelo teu corpo?!
sábado, 1 de maio de 2010
Dessa vez eu não vou te ligar para dizer amor. É porque não quero te dar a chance de estar certa, e assim o orgulho me cobre com seu manto. Ver você só por ver, sem nada sentir, nem nada ser. Você viu?!
O sentimento não passou, a vontade não cessou, e eu ainda estou aqui. Ao menos para nós eu consigo mentir, não é mesmo?! Mas quando chegar, viva e reluzente esteja, brinde a luz do sol por brilhar em nosso jardim. A não ser que dessa vez, nosso brilho enfim, se apague.
ps: Não gente, não existe ninguém que eu tenha visto no metrô. Encarem minhas histórias como escritas por pseudônimos. Eu imagino fatos e os escrevo. É apenas isso. :)
O sentimento não passou, a vontade não cessou, e eu ainda estou aqui. Ao menos para nós eu consigo mentir, não é mesmo?! Mas quando chegar, viva e reluzente esteja, brinde a luz do sol por brilhar em nosso jardim. A não ser que dessa vez, nosso brilho enfim, se apague.
ps: Não gente, não existe ninguém que eu tenha visto no metrô. Encarem minhas histórias como escritas por pseudônimos. Eu imagino fatos e os escrevo. É apenas isso. :)
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