Fagulha da chama na mata, e a nau chega à tona. O bolinar me traz o vento adverso. Descemos à fusta e seguimos até a areia. Descobrir um novo mundo.
Estas folhas são mais verdes, os louros d'ouro, um bosque encantado. A terra é marcada, e suas cartas contam as estórias. Retiro meu chapéu, sinto o cheiro do tabaco, abraçar a brisa me lembra outros dias.
Sento em uma pedra; lavo meu rosto, e o espelho d'água reflete a maçã torneada, os lábios meus. Olho mais adiante, e te encontro. Você estava a me olhar, e num choque de brilhos intensos, você vem até mim. Como pode um herói se perder em tuas fronteiras?!
Se viemos até aqui, mesma geração, hierarquias diferentes, haveria motivo maior para eu me apaixonar? E se esqueço a vontade de te mostrar o verdadeiro mundo que estaria por vir, ultrapasso os horizontes, e me rendo ao teu próprio estar?! Digam a eles que fico, me condeno.
Não me importo se estou no meio de colibris, e na extremidade de canibais de outros tempos. Tenho você, e não há mais nada que eu queira fazer. Novos escritores já denunciam a saboneteira, o vale de teus seios. À fogueira, passaríamos dias na expressão de um amor sem fim, e o único fato novo em minha vida seria a cor de teus olhos.
O único fato novo em minha vida, seria o de eu ter um motivo para viver.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
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adorei, manda muito!
ResponderEliminarGuilherme, de uma simplicidade e ao mesmo tempo tão profundo como tudo o que de tenho lido de ti. E nada mais é verdadeiro que o que está -impregnado em nossa essência. Abraços. Continue assim. Verdadeiro! Essencial.
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