domingo, 6 de junho de 2010

Quimera

Eu te vi da janela, na terceira esquina da Boulevard. A ténue luz do luar que causava inveja nas pequenas estrelas foscas, iluminava a rua. Via o porto um pouco distante, e pensava no infeliz que inventou a quilometragem: coisa besta, nos tira o sossego. Se ela não existisse, a saudade não faria sentido.

Eu realmente preciso sair.

Pequeno clarão, chegando num lugar como o Riverside, pensei em te procurar. Decidi ficar ao lado da dúvida, me entregar à sozinhez. Nunca fui uma grande amante, não costumava a mudar de abrigos. Desejava somente o teu, a me aquecer; o meu, para me lembrar e te fazer esquecer; o nosso para deixar de sonhar, e tornar a acontecer. Ainda posso sonhar?! Me diga.

Antes de encontrar vestígios em tudo o que você deixou, nos bilhetes, nos livros, conjecturei sua ida presunçosa. Você bem sabia que eu pensaria a todo momento em seu corpo. E o tempo que era pouco, só de pensar que você me tirou a razão, me fez paixão, me convidando para viver. Fui me envolvendo, me entregando. Aprendi a gostar, mas você esqueceu de me ensinar a te esquecer.

E eu fico e ficarei aqui, brincando de pensar em ti.
Poderia te observar de perto por mais dois minutos. Mas não pela vida inteira.
Minha vontade de ti não deixaria.

4 comentários:

  1. cara, eu realmente A-M-O o que você escreve..sou viciada nos teus textos, é sério..parabéns!

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  2. LINDO LINDO LINDO
    SOU SUA FÃ MEU AMIGO,MEU ORGULHO!
    TE AMO MANU

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  3. Grannnde Rato! Teria ficado excelente se não fosse o clichê do "você não me ensinou a te esquecer". (Dei uma de Helena brabo aqui! hahahaha)

    Vou adicionar teu blog aos meu favoritos.
    Vai ser um perigo!
    haha, abração cara!

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