domingo, 5 de setembro de 2010

Quando me vi sentado naquele banco, na esquina da avenida, chegaram em mim vários sentimentos: um, me afastava de Thereza, e o outro - bom, o outro também, apesar d'eu não querer que assim fosse. Mas ela foi minha dor menos efêmera.

O que dá nas pessoas quando se encontram? Cadê aquele amor em que eu acreditava: torto, sem rumo, calado e dito, invisível e presenciado, surrado e bem-visto, o mais querido dos amantes, mais desejado dos intediados? Sumiu. Sumiu outra vez.

E por um momento, eu não quis lembrar que tinha parado de escrever e do amor - que tive e morreu - que é incurável, assim como minha obsessão pelo mesmo.

Mas quando eu vislumbrei aquele belo rosto driblando o vão da calçada, fui atrás. Ao correr, senti o coração pular, a subclávia quase estourou. A puxei e constatei: não era Thereza. Mas era o amor novamente, à porta. Mal ele sabe, que cruel a dor na casa onde ele não bate.

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