"Uma noite de amor é um livro a menos para se ler."
O sol mudava os seus feixes ao passar pelas frestas. Um leve pano tentava fazê-los escapar, meio caído, metade presa à janela. E eu estava sentado numa poltrona cor de gim, ouvindo o som da chuva. Um ambience normal, que traz segredos de liquidificador à tona. E como um fantasma que todos falam, mas poucos vêem, chega o meu amor.
Você mexe nos cabelos, - os pequenos dedos puxam um ramo dos tais- os cachos ao agraciado vento, sortudo por poder tocar-te. E teus olhos bem torneados, hipnotizadores, me deixam trôpego. E poderia dizer, que a vista mais embaçada, a paisagem por de trás, não é nada, se comparada ao teu pescoço livre, pedindo meus lábios. O sol te ilumina - como se você precisasse, como se não tivesse luz própria. E por que estás tão longe? No rastro do teu caminhar, no ar onde você passa, não cabem mais sonhos meus.
E esse seu meio-sorriso, me faz te querer, só por te querer. Juro que se pudesse, atravessaria a tela, e chegaria até voce. Tão alto, tão fugaz. Só não sei se você deixaria eu te fazer calor, pois todo o calor que precisas, já tens.
E nesses tempos, em que tudo que é escrito, é odiado, rasgado, por essas mãos sôfregas de desejo, despeço-me: um leve abanar de mãos. Mas tua imagem vai ficar para sempre guardada no farol dos dias claros, aqui dentro.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Os dias ficaram lindos
Ele vai mudar. Vai dizer que ficou, leu e sentiu. Vai desejar começar um novo amor como sempre quis, vai despontar palavrões finos e observar pernas viris. Vai ler novamente, só para garantir cultura obsessiva. Vai escrever e proclamar. Vai se ajoelhar e pedir para ficar.
Ela vai mudar. Vai dizer que partiu, ignorou e mentiu. Vai descartar começar uma nova paixão como supunha, falar finamente como quem já despontou e depilar suas pernas, roer a própria unha. Vai assegurar sua ignorância, sua ganância obssessiva. Vai ler, amassar, no lixo jogar. Vai dizer que não dá mais pra junto dele ficar.
E nesses vai-e-véns do nosso tempo, Ele deixará frases ao relento:
Eu não te amo porque existo.
E sim, existo porque te amo.
Ela vai ouvir?
Ela vai mudar. Vai dizer que partiu, ignorou e mentiu. Vai descartar começar uma nova paixão como supunha, falar finamente como quem já despontou e depilar suas pernas, roer a própria unha. Vai assegurar sua ignorância, sua ganância obssessiva. Vai ler, amassar, no lixo jogar. Vai dizer que não dá mais pra junto dele ficar.
E nesses vai-e-véns do nosso tempo, Ele deixará frases ao relento:
Eu não te amo porque existo.
E sim, existo porque te amo.
Ela vai ouvir?
domingo, 5 de setembro de 2010
Quando me vi sentado naquele banco, na esquina da avenida, chegaram em mim vários sentimentos: um, me afastava de Thereza, e o outro - bom, o outro também, apesar d'eu não querer que assim fosse. Mas ela foi minha dor menos efêmera.
O que dá nas pessoas quando se encontram? Cadê aquele amor em que eu acreditava: torto, sem rumo, calado e dito, invisível e presenciado, surrado e bem-visto, o mais querido dos amantes, mais desejado dos intediados? Sumiu. Sumiu outra vez.
E por um momento, eu não quis lembrar que tinha parado de escrever e do amor - que tive e morreu - que é incurável, assim como minha obsessão pelo mesmo.
Mas quando eu vislumbrei aquele belo rosto driblando o vão da calçada, fui atrás. Ao correr, senti o coração pular, a subclávia quase estourou. A puxei e constatei: não era Thereza. Mas era o amor novamente, à porta. Mal ele sabe, que cruel a dor na casa onde ele não bate.
O que dá nas pessoas quando se encontram? Cadê aquele amor em que eu acreditava: torto, sem rumo, calado e dito, invisível e presenciado, surrado e bem-visto, o mais querido dos amantes, mais desejado dos intediados? Sumiu. Sumiu outra vez.
E por um momento, eu não quis lembrar que tinha parado de escrever e do amor - que tive e morreu - que é incurável, assim como minha obsessão pelo mesmo.
Mas quando eu vislumbrei aquele belo rosto driblando o vão da calçada, fui atrás. Ao correr, senti o coração pular, a subclávia quase estourou. A puxei e constatei: não era Thereza. Mas era o amor novamente, à porta. Mal ele sabe, que cruel a dor na casa onde ele não bate.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Dezessete
Já roubei dezessete beijos, fiz dezessete amigos, e li mais de dezessete livros. Nenhum dos beijos me apresentou plenitude, nenhum dos amigos deixou de fazer falta, e nenhum dos livros me satisfez - lembre-se: beijos não são só bocas, amigos não são só palavras e gerar obras literárias é tão difícil quanto esquecê-las.
Sim, eu resolvi mudar. Peguei o outro rumo da estação. Abri o guarda-sol e andei pelos trilhos. Lembrei de quem eu sempre fui, de onde eu realmente vim. Lembrei de quem plenamente faz a diferença e a importância na minha vida. Lembrei, que deitar numa rede e ficar horas olhando a lua, e contando as numerosas estrelas de uma cidade pequena, não é nada mau.
O que eu ganho com isso? Ganhei colo, cheiro, sensatez, sensibilidade. Ganhei vontade de ler, de escrever, de estudar, de crer, de imaginar. Coisas que talvez já não existissem num Guilherme que sempre soube o que queria.
Lembrei que fazer pé-de-moleque não é nada fácil, pra quem não quer queimar as mãos. Que cozinhar, para quem gosta, não é questão de saber e sim de tentar; tornar essência. Lembrei que as marcas e feridas do passado, não é conjecturar que você aprendeu com todas elas; é ter a certeza de que elas não vão mais te machucar, porque você é forte o bastante. Que é preciso de muito amor, para aguentar tudo o que fazem a você, e mais amor ainda, para retribuir os que te fazem bem; aliás, julgo que este é o mais essencial. Lembrei também, não mais importantemente, que por mais que falemos sempre que vamos virar a noite vendo filmes, dormimos nos primeiros dezessete minutos do segundo deles.
Lembrei, que a pureza de uma criança é a coisa mais gostosa e especial que você poderia presenciar. Ela te acaricia com uma mão tão pequenina, e te guarda em seu gigante coração. Te pede mimo, te pede carinho e atenção. Acredite, ela retribui sendo a alegria de todas as suas manhãs.
Neste fim de texto, num mês onde a criatividade anda fugindo de meus dedos, como lenços finos, deixo meu agradecimento. À Deus, pela vida coerente e ainda viva, à minha família e aos meus amigos. Obrigado a quem me entregou uma vida, um carinho e um imenso coração; talvez a ciência saiba porque os chamamos de mãe e pai. E gostaria de agradecer, aos fatos. As pessoas ao meu redor,os construiram aos poucos. Eles, mais que ninguém, me ensinaram que um grande homem - talvez não só ao meu ver- não é feito pelo número de garotas que você beija, nem ama; e sim o proveito que você tira de todas as suas decepções. Não é feito somente, pelos seus méritos de uma batalha conquistada; e sim, de quem ajudou você a levantar quando você mais precisava. Não é feito somente de conhecimento, mas também do prazer que consegue te fazer transmitir isso a quem realmente necessita. Sua fibra é feita de um conjunto de princípios; é preciso além de ter, ser. E acima de tudo, saber que você não é melhor que ninguém por isso.
Simplesmente, porque é bobo quem pensa que porque tem uma voz feminina para lhe amar ao telefone, ou dormindo em sua cama, não está sozinho.
Obrigado aos meus sonhos por continuarem intactos. Isso é deliciosamente e secretamente meu, pois só eles vão saber me guiar. Um dia eu vou voar e vivê-los de verdade.
Obrigado a tudo, e a todos. Num giro completo, hoje sei muito bem, quem eu realmente sou.
Sim, eu resolvi mudar. Peguei o outro rumo da estação. Abri o guarda-sol e andei pelos trilhos. Lembrei de quem eu sempre fui, de onde eu realmente vim. Lembrei de quem plenamente faz a diferença e a importância na minha vida. Lembrei, que deitar numa rede e ficar horas olhando a lua, e contando as numerosas estrelas de uma cidade pequena, não é nada mau.
O que eu ganho com isso? Ganhei colo, cheiro, sensatez, sensibilidade. Ganhei vontade de ler, de escrever, de estudar, de crer, de imaginar. Coisas que talvez já não existissem num Guilherme que sempre soube o que queria.
Lembrei que fazer pé-de-moleque não é nada fácil, pra quem não quer queimar as mãos. Que cozinhar, para quem gosta, não é questão de saber e sim de tentar; tornar essência. Lembrei que as marcas e feridas do passado, não é conjecturar que você aprendeu com todas elas; é ter a certeza de que elas não vão mais te machucar, porque você é forte o bastante. Que é preciso de muito amor, para aguentar tudo o que fazem a você, e mais amor ainda, para retribuir os que te fazem bem; aliás, julgo que este é o mais essencial. Lembrei também, não mais importantemente, que por mais que falemos sempre que vamos virar a noite vendo filmes, dormimos nos primeiros dezessete minutos do segundo deles.
Lembrei, que a pureza de uma criança é a coisa mais gostosa e especial que você poderia presenciar. Ela te acaricia com uma mão tão pequenina, e te guarda em seu gigante coração. Te pede mimo, te pede carinho e atenção. Acredite, ela retribui sendo a alegria de todas as suas manhãs.
Neste fim de texto, num mês onde a criatividade anda fugindo de meus dedos, como lenços finos, deixo meu agradecimento. À Deus, pela vida coerente e ainda viva, à minha família e aos meus amigos. Obrigado a quem me entregou uma vida, um carinho e um imenso coração; talvez a ciência saiba porque os chamamos de mãe e pai. E gostaria de agradecer, aos fatos. As pessoas ao meu redor,os construiram aos poucos. Eles, mais que ninguém, me ensinaram que um grande homem - talvez não só ao meu ver- não é feito pelo número de garotas que você beija, nem ama; e sim o proveito que você tira de todas as suas decepções. Não é feito somente, pelos seus méritos de uma batalha conquistada; e sim, de quem ajudou você a levantar quando você mais precisava. Não é feito somente de conhecimento, mas também do prazer que consegue te fazer transmitir isso a quem realmente necessita. Sua fibra é feita de um conjunto de princípios; é preciso além de ter, ser. E acima de tudo, saber que você não é melhor que ninguém por isso.
Simplesmente, porque é bobo quem pensa que porque tem uma voz feminina para lhe amar ao telefone, ou dormindo em sua cama, não está sozinho.
Obrigado aos meus sonhos por continuarem intactos. Isso é deliciosamente e secretamente meu, pois só eles vão saber me guiar. Um dia eu vou voar e vivê-los de verdade.
Obrigado a tudo, e a todos. Num giro completo, hoje sei muito bem, quem eu realmente sou.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
"Ú, eu te amo"
A bicicletinha da pequena Joaninha, que pedala, pedala
E suas flores e floras do campo
O mambo e os cegos poloneses dos muros pixados
E as perninhas da pequena Joaninha, fininhas, fininhas
A cocó e o chicau! Batatinha, menos sal.
E como fala essa tal Joana!
Mas pouco a pouco a Joaninha fica cansada
E ela dorme como um anjinho, na noite fria da quente lua
Por não saber como andar na sua bicicletinha da pequena Joaninha que pedala, pedala e pedala.
E suas flores e floras do campo
O mambo e os cegos poloneses dos muros pixados
E as perninhas da pequena Joaninha, fininhas, fininhas
A cocó e o chicau! Batatinha, menos sal.
E como fala essa tal Joana!
Mas pouco a pouco a Joaninha fica cansada
E ela dorme como um anjinho, na noite fria da quente lua
Por não saber como andar na sua bicicletinha da pequena Joaninha que pedala, pedala e pedala.
domingo, 25 de julho de 2010
The moulin rouge.
As palavras me atropelavam; como a vida é maravilhosa, agora que você está no mundo.
Eu, se tivesse que morrer neste exato momento não temeria, pois nunca conheci plenitude como estar ao seu lado, sentindo seu calor, amando cada sussurro seu...Pra quer viver a vida de sonho em sonho e temer o dia, sem poder ver seus olhos acariciando os mes novamente?
Eu, se tivesse que morrer neste exato momento não temeria, pois nunca conheci plenitude como estar ao seu lado, sentindo seu calor, amando cada sussurro seu...Pra quer viver a vida de sonho em sonho e temer o dia, sem poder ver seus olhos acariciando os mes novamente?
sábado, 17 de julho de 2010
Hoje foi mais uma noite dormida. Antes fosse.
No chão da sala, desliguei a televisão e virei pro lado. Meus olhos deram pequenas piscadelas, e se fecharam. É meio estranho imaginar o que as pessoas pensam quando vão dormir. Normalmente, eu repasso o dia, ou dias anteriores, numa longínqua lembrança por dentro da minha mente. Relembrei brigas, sorrisos, sons personificados, acordes. Me lembrei inclusive, do livro que havia terminado de ler: o melhor dos ultimos 3.
E então adormeci. Eu sei que ninguém sabe quando adormece, mas nesse exato momento, começara um transe no qual eu não pensava em mais nada, apenas tentava dormir. O dia foi muito cansativo.
No meio de apenas uma das minhas boas noites de sono, surgiu um fato inesperado que etiquetou e colocou este na estante das noites estranhas. Me peguei sonhando a noite inteira com você.
Dizem, que nos nossos sonhos, nós apenas vemos nossos desejos mais profundos. Melhor dizendo: nós enxergamos não o que queremos em primeira instância, mas sim o que habita a nossa alma.
Nesse caso, ainda estou para me dedicar um dia inteiro a o que realmente quero, pois desconhecia esse fato.
E então, mais um fato inesperado: acordei. Perfeito, ser acordado às 8 da manhã com chuva lá fora, e cum grano salis.
Só falta ler no meu horóscopo: se jogue da ponte pois seu dia está uma merda hoje.
*Espaço reservado para onomatopeias de risadas escancaradas!*
No chão da sala, desliguei a televisão e virei pro lado. Meus olhos deram pequenas piscadelas, e se fecharam. É meio estranho imaginar o que as pessoas pensam quando vão dormir. Normalmente, eu repasso o dia, ou dias anteriores, numa longínqua lembrança por dentro da minha mente. Relembrei brigas, sorrisos, sons personificados, acordes. Me lembrei inclusive, do livro que havia terminado de ler: o melhor dos ultimos 3.
E então adormeci. Eu sei que ninguém sabe quando adormece, mas nesse exato momento, começara um transe no qual eu não pensava em mais nada, apenas tentava dormir. O dia foi muito cansativo.
No meio de apenas uma das minhas boas noites de sono, surgiu um fato inesperado que etiquetou e colocou este na estante das noites estranhas. Me peguei sonhando a noite inteira com você.
Dizem, que nos nossos sonhos, nós apenas vemos nossos desejos mais profundos. Melhor dizendo: nós enxergamos não o que queremos em primeira instância, mas sim o que habita a nossa alma.
Nesse caso, ainda estou para me dedicar um dia inteiro a o que realmente quero, pois desconhecia esse fato.
E então, mais um fato inesperado: acordei. Perfeito, ser acordado às 8 da manhã com chuva lá fora, e cum grano salis.
Só falta ler no meu horóscopo: se jogue da ponte pois seu dia está uma merda hoje.
*Espaço reservado para onomatopeias de risadas escancaradas!*
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Quem (mais que provável)
Quem, com o coração, ouviu bater a ponta do lápis no corte da folha, no giro do atlas e da áxis, quando o desenhista virou-se para te ver?
E quem mente com amor, e transforma a própria dor em crueldade sem compaixão?
Mas pior, é quem mente por maldade; afastou-lhe a idade, lhe quebrou o cristal.
Quem, com um mar de rosa aos próprios pés, observou o subir da maré, quando a lua riscou o céu?
Quem, por mais tristeza que habite e apavore a alma, por mais agitação que sobreponha a calma, saberá se controlar sem perder o sabor?
Quem, no último minuto do jogo, no milésimo do sufoco, por mim dará o troco
e me tirará o fôlego:
quem por quem, me transformará em um alguém, e me fará respirar de novo.
Te espero, sem saber se você vem.
E quem mente com amor, e transforma a própria dor em crueldade sem compaixão?
Mas pior, é quem mente por maldade; afastou-lhe a idade, lhe quebrou o cristal.
Quem, com um mar de rosa aos próprios pés, observou o subir da maré, quando a lua riscou o céu?
Quem, por mais tristeza que habite e apavore a alma, por mais agitação que sobreponha a calma, saberá se controlar sem perder o sabor?
Quem, no último minuto do jogo, no milésimo do sufoco, por mim dará o troco
e me tirará o fôlego:
quem por quem, me transformará em um alguém, e me fará respirar de novo.
Te espero, sem saber se você vem.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Sr Wizzi
Sentado na poltrona, ele ouvia a chuva caindo lá fora. Seu pequeno e apertado escritório lhe fazia menção a um cubículo formado por quatro estantes abarrotado de livros. O carpete ainda apresentava algumas manchas de café e gim - de vez em sempre, ele tomava umas e outras, e como antídoto, pedia para sua governanta para lhe levar um agrado; ela era a única que ainda lhe escutava, talvez pelo tempo gigante e idôneo em que conviveram um sabendo da existência do outro.
Sua mesa ficava ao fundo, como que de frente para a entrada. Tinha um abajour em cima, com uma cor celeste anil, uma caneta - a única coisa deixada por gerações além de seus livros,embora não lhe coubesse o poder- e uma grande papelada que ele hesitava mexer. No chão, uma garrafa colada, derrubada ao chão, meio cheia, e outra quebrada.
O relâmpago a seguir o fez embrulhar o estômago. Sentia a boca tremer. Olhou os quadros estemados e reouve na lembrança alguns antigos tempos. Ele costumava vê-los sempre que se sentia numa encruzilhada.
O telefone tocou.
- Sim?
Um chiado, um leve ruído, e o cutiliquê resolveu se pronunciar.
-Alô? Alô?
- Sim, diga.
Que sujeitinho me ligaria à essa hora da noite?
- ALÔ? (Antonieta, não consigo ouvir o outro lado da linha.. mas atenderam..deve ser a chuva.) ALÔ?! - ora falava ao telefone, ora ordenava a esposa.
- Veja bem meu caro, são 7 horas. Não estou no meu período soniloquente para falar sem querer ouvir, portanto diga logo o que você quer.
- (É, é melhor eu ligar mais tarde).
tu tu tu tu tu tu.
-MAS QUE DROGA!
Como assim, não lhe ouviam?! Ele falava, falava. Os pensamentos lhe enateiravam a cabeça.
Resolveu não insistir em tais juízos, e se levantou. Foi andando como se bailasse por eternas primaveras, como se o cansaço lhe tirasse a vontade de andar.
Eles se cansam é de esperar, nem se sabe o que, nem o porque. Pois nem andam, nem voam: flutuam, levemente deslizando sem encostar no chão, como um vagaroso trem bala.
Bela noite.
E assim, atravessa a estante e as duas partes de madeira que constituiam a parede.
Hora de procurar e aniquilar o sono de quem não o esperava.
Sua mesa ficava ao fundo, como que de frente para a entrada. Tinha um abajour em cima, com uma cor celeste anil, uma caneta - a única coisa deixada por gerações além de seus livros,embora não lhe coubesse o poder- e uma grande papelada que ele hesitava mexer. No chão, uma garrafa colada, derrubada ao chão, meio cheia, e outra quebrada.
O relâmpago a seguir o fez embrulhar o estômago. Sentia a boca tremer. Olhou os quadros estemados e reouve na lembrança alguns antigos tempos. Ele costumava vê-los sempre que se sentia numa encruzilhada.
O telefone tocou.
- Sim?
Um chiado, um leve ruído, e o cutiliquê resolveu se pronunciar.
-Alô? Alô?
- Sim, diga.
Que sujeitinho me ligaria à essa hora da noite?
- ALÔ? (Antonieta, não consigo ouvir o outro lado da linha.. mas atenderam..deve ser a chuva.) ALÔ?! - ora falava ao telefone, ora ordenava a esposa.
- Veja bem meu caro, são 7 horas. Não estou no meu período soniloquente para falar sem querer ouvir, portanto diga logo o que você quer.
- (É, é melhor eu ligar mais tarde).
tu tu tu tu tu tu.
-MAS QUE DROGA!
Como assim, não lhe ouviam?! Ele falava, falava. Os pensamentos lhe enateiravam a cabeça.
Resolveu não insistir em tais juízos, e se levantou. Foi andando como se bailasse por eternas primaveras, como se o cansaço lhe tirasse a vontade de andar.
Eles se cansam é de esperar, nem se sabe o que, nem o porque. Pois nem andam, nem voam: flutuam, levemente deslizando sem encostar no chão, como um vagaroso trem bala.
Bela noite.
E assim, atravessa a estante e as duas partes de madeira que constituiam a parede.
Hora de procurar e aniquilar o sono de quem não o esperava.
sábado, 26 de junho de 2010
Sonda
Céu estrelado
Lua gelada
Estrela selada no brilho
Brilho selado
Gelo luado
Estrela ceuzada nos cílios
Íris da cor
Retina de flor
Cílios irados no vil cobertor
Flores retinadas
Vis e brilhadas
Ira cilhada como pude supor
E é assim que sinto-me
Conhecendo o sabor
De olhar em teus olhos
Estrelados de cor
Lua gelada
Estrela selada no brilho
Brilho selado
Gelo luado
Estrela ceuzada nos cílios
Íris da cor
Retina de flor
Cílios irados no vil cobertor
Flores retinadas
Vis e brilhadas
Ira cilhada como pude supor
E é assim que sinto-me
Conhecendo o sabor
De olhar em teus olhos
Estrelados de cor
terça-feira, 22 de junho de 2010
Sem título (lê-se falta de bom senso alheio).
Poucas palavras pelo tempo escasso. O tempo passa e carrega toda a sua vida, consequência das escolhas erradas das pessoas certas. Mas não se preocupe. Elas te levam a um lugar melhor, pois não importa onde você está, tem sempre alguém que olha por ti.
E nunca se esqueça de sua grande paixão;
Seja expulso de casa, mas não deixe que lhe tirem o amor próprio.
Viva intensamente, seja você mesmo. Sua maturidade virá na hora que tiver que vir. Ela será seu guia, mas não hesite em usar sua emoção. Chore. Viva. Sorria.
E quando você estiver sentindo tudo desabar.. quando não sobrar mais esperanças, e tudo estiver realmente diferente...
Este é o momento: tire os pés do chão, voe, para bem longe.
Não deixe que te impeçam de voar. Sonhar é bom demais.
E nunca se esqueça de sua grande paixão;
Seja expulso de casa, mas não deixe que lhe tirem o amor próprio.
Viva intensamente, seja você mesmo. Sua maturidade virá na hora que tiver que vir. Ela será seu guia, mas não hesite em usar sua emoção. Chore. Viva. Sorria.
E quando você estiver sentindo tudo desabar.. quando não sobrar mais esperanças, e tudo estiver realmente diferente...
Este é o momento: tire os pés do chão, voe, para bem longe.
Não deixe que te impeçam de voar. Sonhar é bom demais.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Privação
Falta inspiração. Faltam dias para estar em um lugar procurando no que pensar. Falta entrega, causa para se tornar insone. Luz para quem não vê, palavras não seriam demais. Falta um abraço, um ombro amigo. Falta respeito de tais inimigos.
Falta cor, traços teus. Bom senso, bom humor. Sol, e o calor que ele traz, um satélite que rege tanto quanto é capaz. Falta doçura, falta ternura. Falta carinho à quem está sozinho. Um pouquinho, um beijinho.
Falta espanto. Ter mais coragem e determinação, se acomodar menos. Falta coração. Falta ficar perto, falta tinta, conto incerto. Quem traga o sereno, mata perene. Me falta crer, em qualquer palavra que não comece com a letra 'c'. Falta saber que falta Gal, Caetano. Falta uma voz que eu já estava acostumado nos dias de domingo. Prazer.
Me falta você.
Falta cor, traços teus. Bom senso, bom humor. Sol, e o calor que ele traz, um satélite que rege tanto quanto é capaz. Falta doçura, falta ternura. Falta carinho à quem está sozinho. Um pouquinho, um beijinho.
Falta espanto. Ter mais coragem e determinação, se acomodar menos. Falta coração. Falta ficar perto, falta tinta, conto incerto. Quem traga o sereno, mata perene. Me falta crer, em qualquer palavra que não comece com a letra 'c'. Falta saber que falta Gal, Caetano. Falta uma voz que eu já estava acostumado nos dias de domingo. Prazer.
Me falta você.
domingo, 6 de junho de 2010
Quimera
Eu te vi da janela, na terceira esquina da Boulevard. A ténue luz do luar que causava inveja nas pequenas estrelas foscas, iluminava a rua. Via o porto um pouco distante, e pensava no infeliz que inventou a quilometragem: coisa besta, nos tira o sossego. Se ela não existisse, a saudade não faria sentido.
Eu realmente preciso sair.
Pequeno clarão, chegando num lugar como o Riverside, pensei em te procurar. Decidi ficar ao lado da dúvida, me entregar à sozinhez. Nunca fui uma grande amante, não costumava a mudar de abrigos. Desejava somente o teu, a me aquecer; o meu, para me lembrar e te fazer esquecer; o nosso para deixar de sonhar, e tornar a acontecer. Ainda posso sonhar?! Me diga.
Antes de encontrar vestígios em tudo o que você deixou, nos bilhetes, nos livros, conjecturei sua ida presunçosa. Você bem sabia que eu pensaria a todo momento em seu corpo. E o tempo que era pouco, só de pensar que você me tirou a razão, me fez paixão, me convidando para viver. Fui me envolvendo, me entregando. Aprendi a gostar, mas você esqueceu de me ensinar a te esquecer.
E eu fico e ficarei aqui, brincando de pensar em ti.
Poderia te observar de perto por mais dois minutos. Mas não pela vida inteira.
Minha vontade de ti não deixaria.
Eu realmente preciso sair.
Pequeno clarão, chegando num lugar como o Riverside, pensei em te procurar. Decidi ficar ao lado da dúvida, me entregar à sozinhez. Nunca fui uma grande amante, não costumava a mudar de abrigos. Desejava somente o teu, a me aquecer; o meu, para me lembrar e te fazer esquecer; o nosso para deixar de sonhar, e tornar a acontecer. Ainda posso sonhar?! Me diga.
Antes de encontrar vestígios em tudo o que você deixou, nos bilhetes, nos livros, conjecturei sua ida presunçosa. Você bem sabia que eu pensaria a todo momento em seu corpo. E o tempo que era pouco, só de pensar que você me tirou a razão, me fez paixão, me convidando para viver. Fui me envolvendo, me entregando. Aprendi a gostar, mas você esqueceu de me ensinar a te esquecer.
E eu fico e ficarei aqui, brincando de pensar em ti.
Poderia te observar de perto por mais dois minutos. Mas não pela vida inteira.
Minha vontade de ti não deixaria.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Catrineta
Fagulha da chama na mata, e a nau chega à tona. O bolinar me traz o vento adverso. Descemos à fusta e seguimos até a areia. Descobrir um novo mundo.
Estas folhas são mais verdes, os louros d'ouro, um bosque encantado. A terra é marcada, e suas cartas contam as estórias. Retiro meu chapéu, sinto o cheiro do tabaco, abraçar a brisa me lembra outros dias.
Sento em uma pedra; lavo meu rosto, e o espelho d'água reflete a maçã torneada, os lábios meus. Olho mais adiante, e te encontro. Você estava a me olhar, e num choque de brilhos intensos, você vem até mim. Como pode um herói se perder em tuas fronteiras?!
Se viemos até aqui, mesma geração, hierarquias diferentes, haveria motivo maior para eu me apaixonar? E se esqueço a vontade de te mostrar o verdadeiro mundo que estaria por vir, ultrapasso os horizontes, e me rendo ao teu próprio estar?! Digam a eles que fico, me condeno.
Não me importo se estou no meio de colibris, e na extremidade de canibais de outros tempos. Tenho você, e não há mais nada que eu queira fazer. Novos escritores já denunciam a saboneteira, o vale de teus seios. À fogueira, passaríamos dias na expressão de um amor sem fim, e o único fato novo em minha vida seria a cor de teus olhos.
O único fato novo em minha vida, seria o de eu ter um motivo para viver.
Estas folhas são mais verdes, os louros d'ouro, um bosque encantado. A terra é marcada, e suas cartas contam as estórias. Retiro meu chapéu, sinto o cheiro do tabaco, abraçar a brisa me lembra outros dias.
Sento em uma pedra; lavo meu rosto, e o espelho d'água reflete a maçã torneada, os lábios meus. Olho mais adiante, e te encontro. Você estava a me olhar, e num choque de brilhos intensos, você vem até mim. Como pode um herói se perder em tuas fronteiras?!
Se viemos até aqui, mesma geração, hierarquias diferentes, haveria motivo maior para eu me apaixonar? E se esqueço a vontade de te mostrar o verdadeiro mundo que estaria por vir, ultrapasso os horizontes, e me rendo ao teu próprio estar?! Digam a eles que fico, me condeno.
Não me importo se estou no meio de colibris, e na extremidade de canibais de outros tempos. Tenho você, e não há mais nada que eu queira fazer. Novos escritores já denunciam a saboneteira, o vale de teus seios. À fogueira, passaríamos dias na expressão de um amor sem fim, e o único fato novo em minha vida seria a cor de teus olhos.
O único fato novo em minha vida, seria o de eu ter um motivo para viver.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Baco, sobre a boca.
Frio que impera. Quer mesmo ficar neste lugar? É só mais um bacanal. Esse desespero está lhe atrapalhando, e ao não procurar àquele que precisa de um conforto nos braços, você está querendo ter somente mais um. Alguém que não vai fazer diferença, que não te amanheça o sol que esclarece a vinha. Retire teus antolhos, e perceba. Há quem possa te fazer o melhor que você conseguiria ser. E há quem vá te buscar e levar a qualquer lugar que você queira ir. Você só não o conhece, nunca lhe buscou em sonhos.
Sol te esquenta de novo. E o prazer de te ouvir?! Eu reouve a tolerância, o gosto pela tua voz. Confesso que alerta a tal sons, nunca fui. Mas um dia tentei fazer a concha nos ouvidos, e te entendi. Também me sinto um extraterrestre em meio ao caos. E é com você que posso contar, meus medos e anseios, meus desesperos. Necessitar é algo opcional. Mas sim, eu preciso lhe encontrar, para me encontrar dentro de mim.
Sol te esquenta de novo. E o prazer de te ouvir?! Eu reouve a tolerância, o gosto pela tua voz. Confesso que alerta a tal sons, nunca fui. Mas um dia tentei fazer a concha nos ouvidos, e te entendi. Também me sinto um extraterrestre em meio ao caos. E é com você que posso contar, meus medos e anseios, meus desesperos. Necessitar é algo opcional. Mas sim, eu preciso lhe encontrar, para me encontrar dentro de mim.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Mar de confissões
Vê com teus próprios olhos, não preciso mais disso. São milhas de distância, mas eu não quero mais viver na minha memória. Eu fico bem; é quando tuas lembranças vem, embaçam minha retina, num mal-dormir sem fim. Me entregue a liberdade, por favor. Quero te desejar outro rapaz, guardar todo rancor, não ser mais seu pierrot; não quero mais o nosso amor. Daqui adiante, rasgarei minhas falas. Essa peça genial chega ao fim. E meu papel já não tem mais ritmo nem cor.
Um pedaço do oceano se revela na minha esperança. E o inverno me cobre com seu véu.
Ode aos teus sonhos oblíquos.
Um pedaço do oceano se revela na minha esperança. E o inverno me cobre com seu véu.
Ode aos teus sonhos oblíquos.
domingo, 2 de maio de 2010
Abstinência
Tenho andado nos teus sonhos, de pés descalços. Parece meu lar. Mas é difícil de seguir teus passos. É difícil de tentar te dizer, explicar, mas é fácil de se ouvir quando eu canto. Porque você me escuta quando eu sussurro. Você pode sentir, e o frio gela o teu corpo quando eu chego em tua orelha. Por mais complicado que seja, você consegue entender. Eu não preciso dizer nada para você, somente para você. Quero acordar onde você estiver. E quando o meu calor te envolver, e meu olhar te encontrar novamente, preciso que tua mão abrace a minha. Para que essas mesmas mãos que escrevem tanto, te mostrem pela primeira vez o que eu nem sei se é de verdade. Mas existe, e está aqui. E é teu. Só me diz o que você tem de tão bom assim, pra eu andar tanto pela tua mente, e desejar passear pelo teu corpo?!
sábado, 1 de maio de 2010
Dessa vez eu não vou te ligar para dizer amor. É porque não quero te dar a chance de estar certa, e assim o orgulho me cobre com seu manto. Ver você só por ver, sem nada sentir, nem nada ser. Você viu?!
O sentimento não passou, a vontade não cessou, e eu ainda estou aqui. Ao menos para nós eu consigo mentir, não é mesmo?! Mas quando chegar, viva e reluzente esteja, brinde a luz do sol por brilhar em nosso jardim. A não ser que dessa vez, nosso brilho enfim, se apague.
ps: Não gente, não existe ninguém que eu tenha visto no metrô. Encarem minhas histórias como escritas por pseudônimos. Eu imagino fatos e os escrevo. É apenas isso. :)
O sentimento não passou, a vontade não cessou, e eu ainda estou aqui. Ao menos para nós eu consigo mentir, não é mesmo?! Mas quando chegar, viva e reluzente esteja, brinde a luz do sol por brilhar em nosso jardim. A não ser que dessa vez, nosso brilho enfim, se apague.
ps: Não gente, não existe ninguém que eu tenha visto no metrô. Encarem minhas histórias como escritas por pseudônimos. Eu imagino fatos e os escrevo. É apenas isso. :)
quarta-feira, 28 de abril de 2010
7 a.m.
Já andou de metrô? Deveria ter andado. Tudo bem que as chances de você encontrar alguém que seja do teu interesse, salvar alguém que te importe, é pequena. Mas é bom ver muitos rostos misturados. E quem sabe um deles não é o que vai fazer a diferença para ti na multidão?
Eu costumava andar muito de metrô. De manhã, ensaio, voltando do estádio, indo fazer salário. Garanto que para mim, é uma viagem quase espacial. Eu coloco os meus fones de sempre, escolho uma música. Pena não poder cantar.
Você acha coincidência que eu a encontre todos os dias, no mesmo vagão, no mesmo horário, indo ao mesmo lugar que eu? Isso é sério. E eu tive a sorte. Eu tomei a liberdade de não falar nada, eu fico quieto. Ela não precisa saber quem eu sou; nem aonde vou -embora ela sempre perceba. Só vou recordar de que certas coisas, não acontecem em vão. Destino. Essa é a palavra.
Só sei que a beleza dela é incontestável. É entediante ainda não poder ter provado de sua voz, quem dirá do seu gosto. Não há como ver um sorriso nessa hora da manhã, ela sozinha. Mas mesmo assim eu insisto, tenho certeza de que é um belo sorriso. Engraçado é que sempre que chego em casa, não me lembro das feições dela. A minha mente, a minha imaginação, não são o bastante para conseguir realizar a façanha de fazer seu esboço. Seria muito atrevimento. Teria que examinar cada detalhe que a faz ser perfeita.
Se vou encontrá-la mais vezes? Se a sorte insistir em me sorrir. Se vai me acrescentar algo? Ah, é bom pensar em alguém em algumas horas do teu dia.
Por que isso acontece todos os dias? Estou a descobrir, juro que não conto os passos para chegar no vagão que ela sempre está, nem marco a hora exata de que saio de casa. Quando me atraso, ela também o faz.
Seria um holograma, um sinal? Acho que estou exagerando. :)
Todos têm de realizar essa experiência um dia. Quem sabe não teriam a sorte que tive.
Eu costumava andar muito de metrô. De manhã, ensaio, voltando do estádio, indo fazer salário. Garanto que para mim, é uma viagem quase espacial. Eu coloco os meus fones de sempre, escolho uma música. Pena não poder cantar.
Você acha coincidência que eu a encontre todos os dias, no mesmo vagão, no mesmo horário, indo ao mesmo lugar que eu? Isso é sério. E eu tive a sorte. Eu tomei a liberdade de não falar nada, eu fico quieto. Ela não precisa saber quem eu sou; nem aonde vou -embora ela sempre perceba. Só vou recordar de que certas coisas, não acontecem em vão. Destino. Essa é a palavra.
Só sei que a beleza dela é incontestável. É entediante ainda não poder ter provado de sua voz, quem dirá do seu gosto. Não há como ver um sorriso nessa hora da manhã, ela sozinha. Mas mesmo assim eu insisto, tenho certeza de que é um belo sorriso. Engraçado é que sempre que chego em casa, não me lembro das feições dela. A minha mente, a minha imaginação, não são o bastante para conseguir realizar a façanha de fazer seu esboço. Seria muito atrevimento. Teria que examinar cada detalhe que a faz ser perfeita.
Se vou encontrá-la mais vezes? Se a sorte insistir em me sorrir. Se vai me acrescentar algo? Ah, é bom pensar em alguém em algumas horas do teu dia.
Por que isso acontece todos os dias? Estou a descobrir, juro que não conto os passos para chegar no vagão que ela sempre está, nem marco a hora exata de que saio de casa. Quando me atraso, ela também o faz.
Seria um holograma, um sinal? Acho que estou exagerando. :)
Todos têm de realizar essa experiência um dia. Quem sabe não teriam a sorte que tive.
sábado, 24 de abril de 2010
Sobre tudo o que eu nem sei.
Tô namorando a lua. A noite não tem tantas estrelas, mas o entendimento é claro. Hoje ela tem de brilhar sozinha. A noite é dela. E minha. É nossa.
Enquanto eu escrevo, ninguém a observa. Absurdo.
Mais uma vez, eu sinto que nasci na época errada. Há tempos, os apaixonados ficavam juntos e as mãos se abraçavam. E ora a olhavam, ora se olhavam.
Mas é claro, estou sendo exagerado também. Que coisa mais simples, não é mesmo?! Não é só apenas uma bola gigantesca que iluminada pelo sol que está bem distante, recebe e forma uma luz branca e gelada?!
Não. Não é. Eu a olho como se pudesse tocá-la. Como se ela estivesse perto. Ou não, posso fazer isso só porque te lembra.
Pois eu sempre penso em ti quando namoro a lua.
Enquanto eu escrevo, ninguém a observa. Absurdo.
Mais uma vez, eu sinto que nasci na época errada. Há tempos, os apaixonados ficavam juntos e as mãos se abraçavam. E ora a olhavam, ora se olhavam.
Mas é claro, estou sendo exagerado também. Que coisa mais simples, não é mesmo?! Não é só apenas uma bola gigantesca que iluminada pelo sol que está bem distante, recebe e forma uma luz branca e gelada?!
Não. Não é. Eu a olho como se pudesse tocá-la. Como se ela estivesse perto. Ou não, posso fazer isso só porque te lembra.
Pois eu sempre penso em ti quando namoro a lua.
domingo, 18 de abril de 2010
Platonicus
Ótimo momento para escrever um texto.
Fiquei 3 anos engasgado. É sério. Não sou daqueles que fica gozando os outros por causa de títulos. Eu fui escolhido para torcer por esse time. E só quem torce, sabe a magia que envolve a estrela solitária. Não preciso de títulos. Eu tenho milhões de ídolos, mas nem precisava ter. Torço por essa estrela, pelo manto. É nos momentos após perder o fôlego, e a cada lembrança do "mané", do "furacão", me faz respirar mais aliviado.
Mas, não foi pra isso que eu entrei aqui. Na verdade, só entrei porque estou feliz mesmo. Mas está tarde para escrever um bom texto. Então escreverei pouco:
"É isso que as pessoas fazem. Elas pulam, se jogam, pedindo a Deus para voar. E eu estou aqui pulando, e sei que só você, tem esse poder de me fazer voar."
Andei pensando muito nisso. Quanto vale, o que você tem guardado, aquilo mais bonito, mais puro? Há limites, quando se ama?
Eu não acho que o amor seja algo inexplicável. Só acho difícil, e limitado de se definir. No meu caso, por exemplo, sigo achando a voz dela uma coisa sublime. Eu a ouço uma vez por semana - ou nem isso. Mas já fico com saudade quando desligo o telefone. Amor? Talvez não. Talvez só seja uma vontade louca e insensata de vê-la. A propósito, poderia fazê-lo o dia inteiro.
Enfim, "platonices" da vida.
ps: A quem veio falar comigo, no texto anterior não quis dizer INDEFESO. Sim, quis dizer INDEFESSO mesmo. Joga no dicionário. As aulas da faculdade servem para algo.
Beijos a todos e VIVA O GLORIOSO!
Fiquei 3 anos engasgado. É sério. Não sou daqueles que fica gozando os outros por causa de títulos. Eu fui escolhido para torcer por esse time. E só quem torce, sabe a magia que envolve a estrela solitária. Não preciso de títulos. Eu tenho milhões de ídolos, mas nem precisava ter. Torço por essa estrela, pelo manto. É nos momentos após perder o fôlego, e a cada lembrança do "mané", do "furacão", me faz respirar mais aliviado.
Mas, não foi pra isso que eu entrei aqui. Na verdade, só entrei porque estou feliz mesmo. Mas está tarde para escrever um bom texto. Então escreverei pouco:
"É isso que as pessoas fazem. Elas pulam, se jogam, pedindo a Deus para voar. E eu estou aqui pulando, e sei que só você, tem esse poder de me fazer voar."
Andei pensando muito nisso. Quanto vale, o que você tem guardado, aquilo mais bonito, mais puro? Há limites, quando se ama?
Eu não acho que o amor seja algo inexplicável. Só acho difícil, e limitado de se definir. No meu caso, por exemplo, sigo achando a voz dela uma coisa sublime. Eu a ouço uma vez por semana - ou nem isso. Mas já fico com saudade quando desligo o telefone. Amor? Talvez não. Talvez só seja uma vontade louca e insensata de vê-la. A propósito, poderia fazê-lo o dia inteiro.
Enfim, "platonices" da vida.
ps: A quem veio falar comigo, no texto anterior não quis dizer INDEFESO. Sim, quis dizer INDEFESSO mesmo. Joga no dicionário. As aulas da faculdade servem para algo.
Beijos a todos e VIVA O GLORIOSO!
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Avesso
Complicado. Eu tenho escrito, apagado, escrito, apagado. Eu realmente não sei por onde começar. Nem sei se devo começar.
Se você encostasse seu cotovelo numa vela ardendo. Sim, teu cérebro, os nociceptores, Sistema nervoso central. Tua dor. Queria procurar entender porque meu estômago embrulhou quando vi aquilo -não são as células nervosas novamente, não é?! Minha dor. E por que toda vez que eu vejo as tuas fotos, ouço as nossas músicas, isso acontece. Meu consolo.
"-Nossas músicas?"
Ah sim, você não sabia, não é?! É verdade. Eu debruço a cabeça no travesseiro, as ouço e penso em ti. Logo, elas não são só minhas.
Se eu as escrevi? Talvez. Provável.
Se são pra ti? Indiscutível.
Você? Insubstituível.
Menti. Foi só uma rima, forjada. Insubstituível, ninguém é. Mas você?! Ah você é boa demais para ser verdade. Lembrar: Ser indefesso e guardar isso apenas comigo.
Eu vou pedir desculpas por não estar escrevendo algo tão interessante hoje. Talvez eu não esteja nem um pouco interessante. Talvez não seja. É, talvez eu esteja.
ps.: manu e gui, na base do ânimo, escreverei algo. ok?! love ya (;
Se você encostasse seu cotovelo numa vela ardendo. Sim, teu cérebro, os nociceptores, Sistema nervoso central. Tua dor. Queria procurar entender porque meu estômago embrulhou quando vi aquilo -não são as células nervosas novamente, não é?! Minha dor. E por que toda vez que eu vejo as tuas fotos, ouço as nossas músicas, isso acontece. Meu consolo.
"-Nossas músicas?"
Ah sim, você não sabia, não é?! É verdade. Eu debruço a cabeça no travesseiro, as ouço e penso em ti. Logo, elas não são só minhas.
Se eu as escrevi? Talvez. Provável.
Se são pra ti? Indiscutível.
Você? Insubstituível.
Menti. Foi só uma rima, forjada. Insubstituível, ninguém é. Mas você?! Ah você é boa demais para ser verdade. Lembrar: Ser indefesso e guardar isso apenas comigo.
Eu vou pedir desculpas por não estar escrevendo algo tão interessante hoje. Talvez eu não esteja nem um pouco interessante. Talvez não seja. É, talvez eu esteja.
ps.: manu e gui, na base do ânimo, escreverei algo. ok?! love ya (;
sábado, 10 de abril de 2010
Anseios
Esses não passam. Jovens. Uns querem se formar, trabalhar, outros querem andar por aí sem direção.
Sigo um caminho muito diferente de muitos que vejo. Quero o suor de cada dia para viver suportando todas as dores como meu pai, o sangue correndo quente para amar de coração aberto como a minha mãe, quero ter a vitalidade de um leão faminto. Amar e ser amado. Poder dizer que fiz tudo o que pude, não me arrepender, sofrer e aprender. Quero ter o dom familiar na palma da mão, saber o que fazer e pra onde seguir. Descobrir, com a máxima urgência, acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos e infelizes, e que estão à minha volta.
Quero música. MUITA música. Ela é minha cura. Ela é minha sabedoria, minha chance de ser alguém, e de mostrar tudo o que eu queria dizer bem alto, em arranjos. Quero o que Drummond me desejou. Namoro no portão, domingo de chuva, segunda sem mau humor, sábado com meu amor. Filme do Carlitos, chope com amigos, livro de Christie, viver sem inimigos. Filme antigo na TV, ter uma pessoa especial que goste de mim. Música de Tom com letra de Chico, "seu" Manoel no final de semana, ouvir uma palavra amável, ter uma surpresa agradável. Ver o bloco passar, noite de lua cheia, rever uma velha amizade, ter fé em Deus. Não ter que ouvir a palavra não nem nunca, nem jamais e adeus.
Quero um sorriso, um ombro amigo. Amizade de tia Helena, chocolate na fogueira, novena de sextas-feiras. Andar no teu desejo, provar não do melhor beijo, mas do que ele traz quando eu te vejo. Você da saboneteira até o vale dos seios. Minha felicidade sem nada igual, simpatia, um pouco mais de sal. Teu cheiro, te observar do cafeeiro, um pouco de dinheiro, Rio sem janeiro, ano só de fevereiro. Quero Victoria Indie Queen, cheiro de jardim, te chamar e ouvir um sim. Quero ser alguém; alguém melhor pra ti e pra mim.
Sigo um caminho muito diferente de muitos que vejo. Quero o suor de cada dia para viver suportando todas as dores como meu pai, o sangue correndo quente para amar de coração aberto como a minha mãe, quero ter a vitalidade de um leão faminto. Amar e ser amado. Poder dizer que fiz tudo o que pude, não me arrepender, sofrer e aprender. Quero ter o dom familiar na palma da mão, saber o que fazer e pra onde seguir. Descobrir, com a máxima urgência, acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos e infelizes, e que estão à minha volta.
Quero música. MUITA música. Ela é minha cura. Ela é minha sabedoria, minha chance de ser alguém, e de mostrar tudo o que eu queria dizer bem alto, em arranjos. Quero o que Drummond me desejou. Namoro no portão, domingo de chuva, segunda sem mau humor, sábado com meu amor. Filme do Carlitos, chope com amigos, livro de Christie, viver sem inimigos. Filme antigo na TV, ter uma pessoa especial que goste de mim. Música de Tom com letra de Chico, "seu" Manoel no final de semana, ouvir uma palavra amável, ter uma surpresa agradável. Ver o bloco passar, noite de lua cheia, rever uma velha amizade, ter fé em Deus. Não ter que ouvir a palavra não nem nunca, nem jamais e adeus.
Quero um sorriso, um ombro amigo. Amizade de tia Helena, chocolate na fogueira, novena de sextas-feiras. Andar no teu desejo, provar não do melhor beijo, mas do que ele traz quando eu te vejo. Você da saboneteira até o vale dos seios. Minha felicidade sem nada igual, simpatia, um pouco mais de sal. Teu cheiro, te observar do cafeeiro, um pouco de dinheiro, Rio sem janeiro, ano só de fevereiro. Quero Victoria Indie Queen, cheiro de jardim, te chamar e ouvir um sim. Quero ser alguém; alguém melhor pra ti e pra mim.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Minha virtude
Eu costumava ver teu rosto de outro ângulo. E queria, juro que queria, sentir o cheiro dos teus cabelos novamente. Fazia tanto tempo que a gente não se falava, eu já havia até esquecido de como era me sentir realmente bem. A gente sabia o que fazia. Ele tinha razão:
Eu queria te olhar nos olhos agora, antes de te dizer o quanto eu te quero. E eu queria ler aquilo que eu nunca tive vontade, queria ouvir aquela música que você sempre quis me mostrar. Lembra do vento que eu te falei? Ele não bate mais na minha janela, mas ele sempre me lembrou você. O orvalho te ignora, não sei nem se ainda é tempo. Condensa e te adora. Noites em vão?! Meu dia nasce cinzento.
Mas antes de eu desejar, me faz querer. Antes de querer, me deseja ser. Antes de eu fazer, me dá a chance de poder. Quando eu puder, desejarei, serei, farei. E você será parte do meu todo.
Vamos assistir a mais um filme sobre navios assombrados?!
Ei, perdão se não te ensinei a voar. Estava esperando a hora certa para passar na tua janela.
Como eu amo ouvir Victoria Indie Queen ;]
Eu queria te olhar nos olhos agora, antes de te dizer o quanto eu te quero. E eu queria ler aquilo que eu nunca tive vontade, queria ouvir aquela música que você sempre quis me mostrar. Lembra do vento que eu te falei? Ele não bate mais na minha janela, mas ele sempre me lembrou você. O orvalho te ignora, não sei nem se ainda é tempo. Condensa e te adora. Noites em vão?! Meu dia nasce cinzento.
Mas antes de eu desejar, me faz querer. Antes de querer, me deseja ser. Antes de eu fazer, me dá a chance de poder. Quando eu puder, desejarei, serei, farei. E você será parte do meu todo.
Vamos assistir a mais um filme sobre navios assombrados?!
Ei, perdão se não te ensinei a voar. Estava esperando a hora certa para passar na tua janela.
Como eu amo ouvir Victoria Indie Queen ;]
terça-feira, 6 de abril de 2010
Estonteante. Simples assim.
Eu amo a chuva. Sempre amei. Apesar de viver numa cidade onde as ruas alagam e você tem de faltar a faculdade mesmo contra a própria vontade - é sério -, eu gosto muito dela. A janela do meu quarto me dá uma visão bem diferenciada. Quando eu olho para as luzes lá de fora, pego um fone, ouço as músicas que gosto e fico pensando as coisas mais loucas que existem, fora as gotas que respingam na minha cara.
Entenda como quiser. Vou só explicar minha fixação. Sou carioca e digo: calor? Ok, a não ser aquele que te deixa tonto, pode até ser. Mas frio é tudo o que existe. Ele chega sem pedir licença, invade a casa, te obriga a colocar um casaco antigo, e uma meia mais antiga ainda. Te obriga a fazer um chocolate bem quente, a sentar no sofá com um edredon, fazer uma pipoca e ver um filme velho.
Talvez eu goste da chuva e do frio porque me lembram as coisas velhas. Entretanto me recorda de que muita coisa boa ainda pode chegar. E vai chegar. Pense: Um beijo abençoado pelo rei sol que nasce grandioso todos os dias - ou quase todos - é o esplendor em pessoa. Mas na chuva, é algo diferente. Alegres aqueles que têm essa oportunidade.
Também é uma ótima oportunidade para dormir. Ah, dormir é fácil, difícil é dormir em paz. E aí você aproveita para fazê-lo como não faz tem muito tempo.
E então você acorda, para na janela e fica olhando, olhando, olhando..Errhh.. Humm.. Parece algo tão simples. E é.
ps: Experimentem ficar vendo a chuva da janela ouvindo 'Come and go' ou 'Mr. Confusion' do novo "The rise and fall of beeshop". Nossa, maravilhoso.
Entenda como quiser. Vou só explicar minha fixação. Sou carioca e digo: calor? Ok, a não ser aquele que te deixa tonto, pode até ser. Mas frio é tudo o que existe. Ele chega sem pedir licença, invade a casa, te obriga a colocar um casaco antigo, e uma meia mais antiga ainda. Te obriga a fazer um chocolate bem quente, a sentar no sofá com um edredon, fazer uma pipoca e ver um filme velho.
Talvez eu goste da chuva e do frio porque me lembram as coisas velhas. Entretanto me recorda de que muita coisa boa ainda pode chegar. E vai chegar. Pense: Um beijo abençoado pelo rei sol que nasce grandioso todos os dias - ou quase todos - é o esplendor em pessoa. Mas na chuva, é algo diferente. Alegres aqueles que têm essa oportunidade.
Também é uma ótima oportunidade para dormir. Ah, dormir é fácil, difícil é dormir em paz. E aí você aproveita para fazê-lo como não faz tem muito tempo.
E então você acorda, para na janela e fica olhando, olhando, olhando..Errhh.. Humm.. Parece algo tão simples. E é.
ps: Experimentem ficar vendo a chuva da janela ouvindo 'Come and go' ou 'Mr. Confusion' do novo "The rise and fall of beeshop". Nossa, maravilhoso.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Ode (ou não) aos teus sonhos
Não adianta tentar fugir. Ela está lá, mas sempre vai estar aqui. Não importa quantas garotas você vai ter, quantas vai desejar. A verdade você já sabe. E eu sei. E todos os seus amigos sabem.
Hoje eu amanheci me perguntando e logo achei a resposta: nem com um oceano inteiro te dividindo dela você vai esquecer. Pode pedir tudo o que quer, mas isso já é teu. Te conforma. Escreve os mesmos textos, busca o mesmo céu, que eu sei que ela vai estar lá. Ela vai reconhecer teu rosto na multidão. Quando você sussurrar o nome dela, ela vai ouvir.
Simples: é assim que tem que ser. E agora, brinde a sua volta. Pois eu tenho certeza que entre tantos corações, você procurou algo dela.
E você achou? Bom, isso você responde para si mesmo.
ps: Vou explicar mais uma vez que o que eu escrevo, não é sobre mim, nem é direcionado a um alguém específico. Como já disse, se tivesse que escrever cartas de amor, o meu blog seria o último lugar que escolheria. Prometo que quando for direcionado a um alguém, eu coloco no final. E quando for para um alguém, eu mostro a essa pessoa como pertencendo a ela. ok?! Feito.
Hoje eu amanheci me perguntando e logo achei a resposta: nem com um oceano inteiro te dividindo dela você vai esquecer. Pode pedir tudo o que quer, mas isso já é teu. Te conforma. Escreve os mesmos textos, busca o mesmo céu, que eu sei que ela vai estar lá. Ela vai reconhecer teu rosto na multidão. Quando você sussurrar o nome dela, ela vai ouvir.
Simples: é assim que tem que ser. E agora, brinde a sua volta. Pois eu tenho certeza que entre tantos corações, você procurou algo dela.
E você achou? Bom, isso você responde para si mesmo.
ps: Vou explicar mais uma vez que o que eu escrevo, não é sobre mim, nem é direcionado a um alguém específico. Como já disse, se tivesse que escrever cartas de amor, o meu blog seria o último lugar que escolheria. Prometo que quando for direcionado a um alguém, eu coloco no final. E quando for para um alguém, eu mostro a essa pessoa como pertencendo a ela. ok?! Feito.
sábado, 3 de abril de 2010
Escrever torto por linhas certas.
Não me leve a mal. Como diria o Drummond, minha vontade é forte, mas minha disposição de obedecê-la é fraca. Ou você quer, ou você não quer. Te decide. Eu não posso ficar a te esperar por todo o tempo do mundo.
Pare de se enganar, no frio ele não vai te aquecer. Na dor, ele não vai ser tua cura. Na felicidade, vai rir de você, não contigo. Você acha mesmo que a felicidade está aí?
Quanto a mim, não quero mais seguir. Porém quero continuar. Você vai por ali e eu por aqui. Tudo bem?! Beleza.
Mas o que vai adiantar, se cada linha por mais torta que seja que eu escrevo, acabo te encontrando na minha vida?!
Não, não estou apaixonado. Eu sou. Sempre fui.
Aliás, quem gosta de escrever essas coisas em blog, não deve ter namorada, certo?!
Isso é só um recado. Isso acontece com todos, todos os dias.
Apenas pense ;]
Pare de se enganar, no frio ele não vai te aquecer. Na dor, ele não vai ser tua cura. Na felicidade, vai rir de você, não contigo. Você acha mesmo que a felicidade está aí?
Quanto a mim, não quero mais seguir. Porém quero continuar. Você vai por ali e eu por aqui. Tudo bem?! Beleza.
Mas o que vai adiantar, se cada linha por mais torta que seja que eu escrevo, acabo te encontrando na minha vida?!
Não, não estou apaixonado. Eu sou. Sempre fui.
Aliás, quem gosta de escrever essas coisas em blog, não deve ter namorada, certo?!
Isso é só um recado. Isso acontece com todos, todos os dias.
Apenas pense ;]
terça-feira, 30 de março de 2010
Ciclo Vicioso
O sorriso era o ser mais belo que vivia por ali. Cheio de dentes, de alegria, quanto mais energia, melhor. Era como uma divindade e seu esplendor, quase a monalisa de seu mundo tão distante. Ainda assim, ele se afirmava: " Uma quimera ter estes cílios, este desenho, esta cor. Por mais que eu tentasse ser reluzente, não chegaria a este belo olhar. Mas que perfeição de íris, que olhos de Ísis."
E o olhar?! Olhava para todos os cantos procurando o seu par perfeito, o que casaria com tua alma. Desprezando os óculos e as lentes, já inventados, dizia ofegante: "Quem me dera este calor que os braços trazem! O abraço é o afeto em pessoa, parece a nuvem mais límpida, macia ao tocar. Conforta e aquece."
Já o abraço, estava cansado da mesmisse. Só abraçava as pessoas e por dentro nada sentia, como um robô. E assim cantarolava: "Quem me dera ser o amor. Ele tudo espera, tudo suporta, a todos encanta. Tão cruel é a dor na casa que o amor não bate. Ó amor, inspiração dos poetas, alegria e viver dos amantes, onde estás tu amor?"
E lá estava ele, vagando pela orla observando um casal aos berros. Afinal, ele é o caminho mais próximo da luz, mas também vive colado ao ódio, pelo que todos dizem. Cansado, ele diz: "Sou entregue e muitas vezes traído. Quando nem isso, não sou sequer bem recebido. Não aguento mais ter de sustentar gerações e ainda ver as coisas se perderem. Não poderia ser um simples sorriso?"
Guilherme Pontes
Subscrever:
Comentários (Atom)

